Imã de geladeira: Antônio Palocci

Abaixo um PNG para download do imã de geladeira que é sucesso entre os caseiros de todo o Brasil.

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O recorte acima é baseado em foto de Roberto Stuckert Filho e está também licenciado sob a Creative Commons Attribution Share-Alike 2.0

O que é pior? Cometer uma gafe ou alterar o passado?

Mais uma do “povo que manja tudo de internet… NOT”.

Segunda(3 de Maio) de manhã foi publicado um vídeo no canal da Dilma Rousseff no Youtube, de 11 minutos e 48 segundos de duração, que era a primeira parte (de duas) de uma sequência de perguntas e respostas  preparadas pela própria equipe.

A naturalidade com que a títere de Lula e o sósia de Luís Caldas seguem o script é coisa digna de novela mexicana, e vale a pena assistir pelo menos um pedaço da tal “entrevista” para dar umas risadas… mas isso não foi o ridículo maior.

O ridículo maior foi terem substituído o vídeo original por um menor(10 minutos e 10 segundos) depois que uma das respostas da pré–candidata começou a pegar mal: a parte em que Dilma comenta sobre Vidas Secas:

“Cê imagina a discussão que saia quando você discutia Vidas Secas. Porque em Vidas Secas… né? Tá retratado todo o problema da miséria da pobreza da saída das pessoas do Nordeste para o Brasil” — Dilma Rousseff

Eu acho que cometer gafes e ato-falhos é algo normal, coisa que acontece, especialmente com quem não tem experiência para participar de uma disputa eleitoral. E explorar a gafe é também parte do jogo.

Mas achar que substituir o vídeo por uma versão editada é a melhor saída, ou mesmo uma estratégia boa para tirar o assunto de pauta é muito amadorismo, convenhamos.

Passa a impressão de quem cuida dos “perfius” da Dilma nunca ouviu falar do efeito Streissand. E de certa forma reflete a personalidade do próprio presidente Lula, que quase nunca admite ou se responsabiliza por seus erros.

Abaixo o vídeo atual seguido do original:

Braziu.org suportável no Google Reader

Conheci há algum tempo via indicação do Thiago Dória o blog de política braziu.org feito por um grupo de brasileiros exilados e alguns remanescentes do Nova Corja. Assinei o feed deles e acompanho pelo Google Reader.

Mas sempre me incomodou aquele rodapé gigante e poluído, com um exagero de botõeszinhos inúteis para compartilhar em trocentos sites (twitter, buzz, facebook, linkedin, reddit, del.icio.us, stumbleupon, etc…), e links para posts anteriores/relacionados. Coisa típica em alguns feeds hoje em dia, alguns insistem inclusive em colocar ads no feed, coisa que eu particularmente considero sem sentido. Enfim, poluição visual excessiva que atrapalha o fluxo de leitura dos feeds.

Outra coisa que me incomoda um pouco, mas desta vez no conteúdo dos posts, é a mania infantil de trocar a letra S por cifrões… parece Linux fanboy que sempre escreve Micro$oft, M$ e similares. Das duas primeiras vezes é engraçadinho e tal, mas depois cansa…

Tirinha genial do Penny Arcade sobre as pessoas que usam cifrão no lugar do S.

Tirinha do Penny Arcade sobre as pessoas que usam cifrão no lugar do S.

O que fazer então? Conviver com os detalhes irritantes? Escrever para eles pedindo para mudar? Cancelar a assinatura do feed?

Nada disso! This is the Internets! A web só funciona porque é como é, porque sua arquitetura permite intervenções não solicitadas. Ou seja: nada que um Yahoo Pipes e duas expressões regulares não resolva… apresento-lhes a solução:

Feed do Brasiu.org sem footer poluído e sem os cifrões infantis! Pode me agradecer mais tarde.

O que é pior? Escrever errado ou alterar o passado?

Marcelo Branco

Marcelo Branco, militante digital apaga tweet contendo erro de Português.

O sósia de Luiz Caldas e baba ovo do PT (e da Telefónica), Marcelo Branco é um grande exemplo do que eu costumo chamar de free-software-poser-militante.

O free-software-poser-militante é uma raça muito comum no Brasil, são pessoas que entendem as qualidades e vantagens dos modelos livres, abertos e distribuídos (free software), mesmo não tendo contribuído significativamente com código para nenhum deles (poser). Até ai, nada de mal, o problema é que os membros deste grupo são militantes e tentam associar as vantagens de um modelo aberto e livre à ideologias políticas de esquerda totalmente avessas à liberdade individual.

São pessoas que pregam o uso de software livre e que (pelo menos no discurso) são proponentes da cultura livre (o que é bom), mas tentam fazer com que um determinado partido, governo ou oligarquia se aproprie da bandeira da liberdade, muitas vezes como justificativa para implantar reservas de mercado, boquinhas e mamatas para os “cumpanheiros” e outras ações que vão de encontro à meritocracia intrínseca dos modelos abertos e da característica principal da filosofia que os embasa, a liberdade.

Enfim, este não é um post sobre free-software-poser-militantes e suas incoerências gritantes, mas sim um post sobre o que leva alguém que, em teoria é digitalmente-letrado, que em teoria sabe bem ou mal como funciona a web e que em teoria sabe que a web não esquece,  a apagar um tweet por vergonha.

A Xuxa retirar do ar um tweet de sua filha escrevendo cena com S e logo em seguida abandonar o serviço alegando que as pessoas “não merecem falar comigo nem com meu anjo” é fácil de entender, pois é uma pessoa da TV, que vive em um mundo criado por seus produtores e está habituada a se comunicar em via de mão única, broadcast.

Agora, uma pessoa que foi contratada para cuidar da parte online da campanha de uma candidata à presidente (Dilma Rousseff) fazer o mesmo (ao invés de postar um novo tweet corrigindo o erro), me deixa curioso sobre se a pessoa realmente entende algo sobre vida em rede.

Lipstick on a Pig

Making hands with your hearts and hearts with your hands. Foto:Roberto Stuckert Filho.

A Dilma fazendo coracãozinho com as mãos é tão autêntica quanto um Lula abstêmio ou um Mercadante de palavra.

A equipe de campanha da Dilma se esforça para torná-la de alguma forma jovem e muderna. Criaram uma conta no twitter(que funciona como monólogo), um perfil no Orkut(com scrapbooks fechados) e organizaram um streaming com perguntas pré-gravadas de “blogleiros amigos” fazendo o papel de levantadores de vôlei.

A Geracão Z se orgulha de sua habilidade para identificar “fakes”, e autênticidade pelo menos para certa fatia de usuários jovens e com acesso à informação vem ganhando um certo peso. Como no exemplo desta foto de Dilma “atualizando seu twitter” onde um dos comentaristas escreve:

hahahah, vai posar de conectada agora? hahaha…
Mais uma #Dilmentira

Mas não guardo muitas esperanças… esta fatia ainda é irrelevante quando comparada à população votante.

Estão como dizem os gringos “passando batom no porco”, e eu não duvido que irão conseguir fazer o disfarce pegar, se tem um partido que pode com este tipo de desafio, este partido é o PT.

Relaxe e goze.